Após uma série de prévias nos últimos dias, a Warner liberou o segundo trailer de Liga da Justiça, a aguardada reunião cinematográfica dos heróis da DC. Aproveitando o hype, decidimos destrinchar e especular um pouco sobre o filme, como todo bom nerd sempre faz.

Assista de novo, e vem com a gente:

 

A Reunião

A música que toca mais para o final do trailer é , clássico dos Beatles, mas aqui apresentada em um cover do Godsmack (ou do Aerosmith, é difícil definir qual).

Começamos com um Bruce Wayne isolado, indo atrás do Aquaman, provavelmente a cena que antecede ao encontro dos dois, que vimos no trailer da Comic Con. Em off, diz que ele e os outros devem estar preparados, pois há um ataque chegando – no que a Mulher Maravilha responde que já está acontecendo.

Pulamos para as primeiras grandes revelações, com o Dr. Silas Stone (pai do Cyborg) percebendo que algo está estranho com a Caixa Materna, e dando de cara com um parademônio.

Estes três elementos já foram vistos em Batman vs. Superman. O Dr. Silas usou a Caixa, um artefato misterioso e cheio de poder, para curar seu filho Victor, o que acabou o transformando no Cyborg. A criatura parademônio esteve presente no sonho do Batman que se passa no deserto. A raça é um dos lacaios do poderoso Darkseid, que deve aparecer somente na parte 2 do filme (que, aliás, ninguém sabe se está confirmada). Um pouco depois no trailer vemos o Cyborg voando e ganhando um capacete que lembra os próprios parademônios, coisa que deve remeter à sua conexão com a Caixa.

Passamos então para a apresentação dos heróis – Arthur Curry, Victor Stone e Barry Allen, o Flash. Vemos muito pouco da atuação de cada um, mas as primeiras impressões são de que Jason Momoa vai chamar a atenção e de que o CGI do Cyborg precisa melhorar – está muito fluido, não parecendo com a natureza do heróis.

A Liga em ação

Em uma rápida montagem, temos os heróis saindo na porrada, cada um de um jeito. Engraçado como o trailer dá um destaque diferente para a Mulher Maravilha, deixando com cara de líder tática do grupo.

E então vemos uma piada saindo das bocas de Bruce Wayne. Recorrente entre os fãs do Batman, saber que seu superpoder é o dinheiro agora deve virar meme nessa internet.

Assim como sua vez.

Entre cortes rápidos, vimos um jogo de Victor antes do acidente – que acredito ser um flashback, talvez no início do filme (bem como o diretor Zack Snyder gosta), o Flash correndo no que parece ser a Força da Aceleração e a Lois Lane de Amy Adams. A cena do Flash deve ter algo a ver com viagem no tempo, se for isso mesmo, e a da Lois confirma seu envolvimento no filme. Ainda não vimos o Superman, mas é quase certo que ele aparecerá na película.


Também vislumbramos Mera, esposa do Aquaman, o que parece ser o pai do Flash preso (fãs do seriado vão entender de primeira), e ainda fucking AMAZONAS no meio da guerra. Temos a aparição do novo Comissário Gordon, aqui interpretado pelo sempre ótimo J. K. Simmons, e com um bigodão bem caricato.

E então, temos Aquaman pegando uma carona nada convencional no batmóvel. Aqui eu me rendo, foi animal.

O que esperar, então?

Não tivemos Superman no trailer, e tecnicamente, não sabemos muito do enredo. Sabemos onde ele começa e onde ele termina, mas o meio é uma incógnita.

O certo é que a Warner sabe vender um filme (vide Esquadrão Suicida). Se Liga da Justiça for o que nos está sendo apresentado, podemos esperar um filme energético, com respeito aos quadrinhos (da fase Novos 52, mas tá valendo) e, principalmente, épico. Zack Snyder parece querer se redimir, mas seus maneirismos ainda estão muito presentes. Sério, volta e conta quantas tomadas incríveis temos só no trailer. Tudo em excesso faz mal, sabe?

Mas pontos para o visual do filme. Ele carrega a paleta de cores de Batman vs. Superman, e ainda acrescenta cores muito bem escolhidas à equação, resultando em cenas que enchem os olhos e que são, veja só, tão cartunescas quanto um Vingadores da vida, mas sem ser igual –  pelo contrário, em vez de humanizar, endeusa de vez os heróis, o que é ótimo.

Só que, se você reparar, as cenas estão cheias dos detalhes – os cenários são muito preenchidos, no sentido de ter muita coisa em tela. É difícil processar tanta informação em cada frame, você não sabe pra onde olhar. É outras coisa a se tomar cuidado.

Liga da Justiça tem que ser um bom filme. A DC precisa, a gente que é fã precisa desse filme. Tem que vender, tem que fazer bonito. Tem que fazer jus à equipe, a essas lendas. Continue assim, Warner, criando o tal hype sem mostrar muito do filme e guardando as surpresas para a sala de cinema. Eu quero sair de lá parecendo uma criança de 10 anos.

Shall we?